Sinto-me incompleto. Sinto que me falta algo. E não, não falo de amor.
Sinto-me como um bocado de céu de um puzzle de 10000 peças de uma banal paisagem do pôr-do-sol de um qualquer destino turístico dos trópicos. Sinto-me banal, sem nada que me distinga, sem nada que me faça brilhar.
Não tenho um penteado extravagante. Não uso piercings. Não tenho brincos. Não tenho tatuagens. Não fumo. Sinto-me sozinho no meio da multidão. Perdido e anónimo, igual a tantos outros que procuram, tal como eu, o seu lugar ao sol.
Sempre fui apenas eu próprio e não sei ser de outra forma. Não sei ser mais ninguém. Pró bem e pró mal é assim que sou. Há quem goste e imagino que muitos não gostem.
Sou teimoso. Sou chato. Sou falador. Sou de riso fácil. Detesto estar muito tempo calado, mas também aprecio alguns momentos de silêncio aqui e acolá.
Sou de paixões intensas. Quem me tira os meus hobbies e o meu ipod tira-me tudo. Gosto de pensar que por vezes tenho piada.
Sou como tantos outros, mas acima de tudo sou eu mesmo.
Mas pensando bem é isso mesmo que me distingue. É isso que me faz ser diferente da restante multidão. É isso que me faz brilhar. Porque por muito grande que seja a multidão não há duas pessoas completamente iguais.
Se gostam são bem-vindos. Dos restantes não quero saber. :)
Um ser vivo. A sua visão do mundo e também de Portugal. Textos que provavelmente terão piada. Todos os condimentos para uns minutos bem passados! Aceitam-se donativos!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Badameco
Há expressões que me fascinam e me deixam intrigado sobre qual a sua origem. E badameco é claramente uma delas.
Gosto de pensar que badameco é uma junção de duas palavras. Da palavra “balado” restou “bada” e da palavra “meco”….bem, da palavra meco aproveitou-se tudo!
Quero acreditar que quem inventou esta expressão foi dar um belo passeio ao meco sem saber que é uma zona aconselhada para pessoas com muito calor. Tanto calor que não aguentam as roupas no corpo. Conhecem essa sensação?
Pois, eu também não. Daí não conhecer o meco. Mas já ouvi histórias e já li em….sítios, mas isso agora não interessa nada, não sejam coscuvilheiros!
Iriam apenas de passagem mas resolveram parar e ir “molhar os pés” (expressão igualmente típica e merecedora de análise cuidada um dia destes) quando foram surpreendidos por pessoas demasiados arejadas.
Não querendo ficar mal e destoar dos restantes acabaram por alinhar e dispensar também eles as roupas. No meio da azáfama e sentindo-se incomodados com tamanha exposição corporal, acabaram por dar um nome a estes corajosos que ousaram expor-se daquela forma inspirando-se pra isso nos homens…e mais não digo, tirem vocês as conclusões que quiserem!
E não me digam que esta história não é plausível. É tão plausível como qualquer outra explicação olha agora! Estando nós em Portugal acredito muito bem que isto pudesse ter acontecido, neste país acontecem coisas únicas e inexplicáveis!
Gosto de pensar que badameco é uma junção de duas palavras. Da palavra “balado” restou “bada” e da palavra “meco”….bem, da palavra meco aproveitou-se tudo!
Quero acreditar que quem inventou esta expressão foi dar um belo passeio ao meco sem saber que é uma zona aconselhada para pessoas com muito calor. Tanto calor que não aguentam as roupas no corpo. Conhecem essa sensação?
Pois, eu também não. Daí não conhecer o meco. Mas já ouvi histórias e já li em….sítios, mas isso agora não interessa nada, não sejam coscuvilheiros!
Iriam apenas de passagem mas resolveram parar e ir “molhar os pés” (expressão igualmente típica e merecedora de análise cuidada um dia destes) quando foram surpreendidos por pessoas demasiados arejadas.
Não querendo ficar mal e destoar dos restantes acabaram por alinhar e dispensar também eles as roupas. No meio da azáfama e sentindo-se incomodados com tamanha exposição corporal, acabaram por dar um nome a estes corajosos que ousaram expor-se daquela forma inspirando-se pra isso nos homens…e mais não digo, tirem vocês as conclusões que quiserem!
E não me digam que esta história não é plausível. É tão plausível como qualquer outra explicação olha agora! Estando nós em Portugal acredito muito bem que isto pudesse ter acontecido, neste país acontecem coisas únicas e inexplicáveis!
Escrever sobre amor....
Tenho pra mim que quem escreve sobre amor está infeliz. Sim, isso mesmo. Quem escreve sobre amor está claramente triste e sozinho. Se estiver acompanhado é porque o que vive não é verdadeiro.
Quem está apaixonado e verdadeiramente feliz está ocupado a ser feliz e a amar e não a escrever sobre isso.
“Mas e quem escreve sobre o amor de uma perspectiva positiva e alegre?” Boa pergunta, é sinal que estão atentos e são perspicazes! Quando alguém escreve sobre a temática “amor” de uma perspectiva positiva e alegre é porque estará a recordar bons momentos passados outrora. Tão simples quanto isto.
E dito isto pensem bem na carreira de alguns autores da nossa praça (adoro esta expressão, é como se estes mesmos autores fossem todos nossos vizinhos e todos nós partilhássemos uma grande e central praça da qual nos julgamos donos e senhores).
É incrível como carreiras inteiras, anos e anos a fio de trabalho árduo podem ir por água abaixo com apenas um simples e pequeno texto, não é?
Ou então isto é apenas um ponto de vista e uma opinião. Presunçosa e convencida, contudo uma opinião.
Só uma última coisa antes de me ir de vez…sou o único que ao dizer “o amor” sou imediatamente remetido pelo meu cérebro para o acto sexual em si? Ah ok, ainda bem que o meu cérebro não é o único a ser tarado, do mal o menos então.
(Com tudo isto acabei por escrever sobre o amor. Repararam? Pronto, era só para confirmar, escusavam de ser mal educados!)
Quem está apaixonado e verdadeiramente feliz está ocupado a ser feliz e a amar e não a escrever sobre isso.
“Mas e quem escreve sobre o amor de uma perspectiva positiva e alegre?” Boa pergunta, é sinal que estão atentos e são perspicazes! Quando alguém escreve sobre a temática “amor” de uma perspectiva positiva e alegre é porque estará a recordar bons momentos passados outrora. Tão simples quanto isto.
E dito isto pensem bem na carreira de alguns autores da nossa praça (adoro esta expressão, é como se estes mesmos autores fossem todos nossos vizinhos e todos nós partilhássemos uma grande e central praça da qual nos julgamos donos e senhores).
É incrível como carreiras inteiras, anos e anos a fio de trabalho árduo podem ir por água abaixo com apenas um simples e pequeno texto, não é?
Ou então isto é apenas um ponto de vista e uma opinião. Presunçosa e convencida, contudo uma opinião.
Só uma última coisa antes de me ir de vez…sou o único que ao dizer “o amor” sou imediatamente remetido pelo meu cérebro para o acto sexual em si? Ah ok, ainda bem que o meu cérebro não é o único a ser tarado, do mal o menos então.
(Com tudo isto acabei por escrever sobre o amor. Repararam? Pronto, era só para confirmar, escusavam de ser mal educados!)
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Smiló-dependentes, que futuro?
A internet e as centenas de sms que enviamos a cada dez segundos contribuíram decisivamente para a proliferação deste autêntico flagelo.
Toda e qualquer conversa, independentemente do assunto, tem que possuir uns quantos smiles.
E todos sabemos que não há nada de mais esquisito do que perceber que os pais não só usam smiles como também abreviaturas! É algo de anti-natural!
Que futuro terá esta "espécie" cada vez mais dominante? Eu cá não sei porque não adivinho, nem sequer prevejo o futuro em búzios, mas bom não será certamente!
E não façam já essa cara porque sabem muito bem que é verdade! Escusam de fazer essa coisa esquisita ao sobrolho que não me assustam!
Parece-me que é infinita a quantidade de smiles que existem. Desde os mais simples e tradicionais, até aos mais badalhocos e arrojados é apenas uma questão de procurar.
Quase que é uma obrigação introduzir smiles nas frases. E qualquer frase, por mais inocente que seja, pode original grandes equívocos porque no fim não estava um :) ou mesmo um atrevido :P acompanhado do seu amigo LOL.
Por exemplo: “Opá não gosto de ti nem um bocadinho.” Esta frase dita assim a seco pode parecer bem séria e até algo ofensiva. Mas quando se acrescentam dois pormenores tudo muda: “Opá não gosto de ti nem um bocadinho! :P LOL”
Ao ver aqueles smiles no final quem recebe, mesmo antes de ter lido a frase, apercebe-se da sua presença e lendo assim a mensagem com uma outra descontracção e um outro estado de espírito.
Muito boa gente está ansiosa pelo dia em que abrir em Portugal o primeiro centro de tratamento para “Smiló-dependentes”. Alguns dos meios mais radicais de tratamento consistem em obrigar todos os envolvidos a escrever apenas em português arcaico; a usar pontuação; a deixar de usar abreviaturas e mesmo a aprender a distinguir entre dois tipos de acentos!
Tem tudo para ter sucesso! :P
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Relações á distância...
Todos nós queremos acreditar que funciona. Que connosco será diferente. Que seremos fortes e que nada nos fará ceder. Mas também todos sabemos que está destinado a não funcionar.
As relações à distância estão condenadas à partida. Uma relação, um casamento, seja o que for, constrói-se à base das pequenas coisas do dia-a-dia. Não dos grandes momentos, mas dos mais insignificantes, daqueles que à primeira vista passam despercebidos.
A mão por cima do ombro naquele momento difícil. Aquele abraço. Aquele beijo de bom-dia ou de despedida. Aquele sorriso especial.
E quando esses momentos não existem, por muito grande que seja o amor, por mais avassaladora que seja a paixão, por mais arrebatador que seja, a relação está condenada.
Obviamente que as variáveis são imensas, e basta mudar uma para todo o cenário mudar também. Daí ser tudo tão difícil de controlar, tudo tão difícil de prever.
Todos nós já sonhámos que tudo aconteça como nos filmes. Eles amam-se profundamente. A distância é enorme. As contrariedades são incontáveis. Mas mesmo assim tudo acaba bem. Porque existe o chamado “Final Feliz”.
Infelizmente na vida real esse final feliz é cada vez mais raro. Vai acontecendo, a espaços.
Mas é aí que nós entramos. Cabe-nos a nós mudar esse destino. Cabe-nos a nós fazer os possíveis e os impossíveis para que tudo acabe como num filme de adolescentes em que tudo acaba bem e todos são felizes para sempre.
As relações à distância estão condenadas à partida. Uma relação, um casamento, seja o que for, constrói-se à base das pequenas coisas do dia-a-dia. Não dos grandes momentos, mas dos mais insignificantes, daqueles que à primeira vista passam despercebidos.
A mão por cima do ombro naquele momento difícil. Aquele abraço. Aquele beijo de bom-dia ou de despedida. Aquele sorriso especial.
E quando esses momentos não existem, por muito grande que seja o amor, por mais avassaladora que seja a paixão, por mais arrebatador que seja, a relação está condenada.
Obviamente que as variáveis são imensas, e basta mudar uma para todo o cenário mudar também. Daí ser tudo tão difícil de controlar, tudo tão difícil de prever.
Todos nós já sonhámos que tudo aconteça como nos filmes. Eles amam-se profundamente. A distância é enorme. As contrariedades são incontáveis. Mas mesmo assim tudo acaba bem. Porque existe o chamado “Final Feliz”.
Infelizmente na vida real esse final feliz é cada vez mais raro. Vai acontecendo, a espaços.
Mas é aí que nós entramos. Cabe-nos a nós mudar esse destino. Cabe-nos a nós fazer os possíveis e os impossíveis para que tudo acabe como num filme de adolescentes em que tudo acaba bem e todos são felizes para sempre.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Vice Campeões do Mundo de Sub-20.....E COM ORGULHO!
Há muito poucos sentimentos com a capacidade de unir todo um povo em torno de algo. E o futebol tem essa capacidade.
Com a Selecção A todos nós vibramos. Mas raramente os portugueses se unem para ver um jogo ou uma competição onde os Sub-21, Sub-20 ou afins estejam envolvidos. E isso aconteceu recentemente com o Mundial de Sub-20. Inicialmente ninguém acreditava em Portugal. Eu incluído, atenção!
Só depois da fase de grupos é que o país acordou para esta competição na tão distante Colômbia. Jogo a jogo Portugal foi surpreendendo, foi lutando, foi mostrando garra e vontade de vencer que levou ao primeiro lugar do seu grupo e depois à eliminação da Argentina e depois da França. De selecção outsider e desconhecida passou a candidata à vitória!
Frente a frente ficaram Brasil e Portugal. Todo um país susteve a respiração esperando uma noite inspirada dos pupilos de Ilídio Vale.
Depois de 120 minutos, muitas voltas e reviravoltas, muitos quilómetros corridos, muitos golos marcados e muito sacrifício o destino revelou-se madrasto e a sorte sorriu ao nosso povo irmão.
Todo um país acordado madrugada adentro abanou a cabeça em sinal de reprovação, sentiu o choque e a tristeza pela derrota. :(
Mas ao mesmo tempo sentiu algo raro nos dias de hoje: orgulho em ser português e orgulho naqueles miúdos da “Geração Coragem”, que em Portugal não têm lugar mas que do estrangeiro deram uma chapada de luva branca a muito boa gente.
Mostraram que têm muito valor e que apenas precisam que apostem e acreditem neles. E nós acreditamos! E é com orgulho que agora dizemos que somos Vice-Campeões do Mundo de Sub-20! Parabéns Portugal! :D
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Até quando se pode desejar um bom ano novo?
Não é por nada, mas existem algumas coisas que a mim me causam uma certa espécie. Não sei se sou o único a quem isto acontece, mas como bloguer activo que sou sinto-me na obrigação de partilhar isto com todos vocês. Todos os anos no início do ano é comum desejarmos uns aos outros um "Bom Ano Novo". Ora até aqui nada de especial. Mas aquilo que me leva a escrever é o facto de as pessoas não saberem parar de desejar um "Bom Ano Novo". Ainda hoje vi na televisão uma apresentadora desejar um Feliz Ano de 2010 a uma senhora com quem tinha acabado de falar. Eu sei que no fundo apenas queremos demonstrar que nos preocupamos e que desejamos tudo de bom para as outras pessoas, mas não é por isso que vamos andar todo o ano a dizer a mesma coisa, certo?
Não é por dizermos mais vezes que essa pessoa vai ter mais ou menos sorte este ano. Se fosse assim, era ver as ruas cheias de pessoas a desejar um bom ano novo a desconhecidos.
Vou deixar-vos a pensar nisto. Agora isto pode parecer ridículo e sem sentido, mas quem sabe se amanhã assim de repente e sem aviso não vos desejam um Feliz 2010. Talvez aí compreendam o meu ponto de vista e a minha indignação.
Não é por dizermos mais vezes que essa pessoa vai ter mais ou menos sorte este ano. Se fosse assim, era ver as ruas cheias de pessoas a desejar um bom ano novo a desconhecidos.
Vou deixar-vos a pensar nisto. Agora isto pode parecer ridículo e sem sentido, mas quem sabe se amanhã assim de repente e sem aviso não vos desejam um Feliz 2010. Talvez aí compreendam o meu ponto de vista e a minha indignação.
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