segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Smiló-dependentes, que futuro?




A internet e as centenas de sms que enviamos a cada dez segundos contribuíram decisivamente para a proliferação deste autêntico flagelo.

Toda e qualquer conversa, independentemente do assunto, tem que possuir uns quantos smiles.

E todos sabemos que não há nada de mais esquisito do que perceber que os pais não só usam smiles como também abreviaturas! É algo de anti-natural!

Que futuro terá esta "espécie" cada vez mais dominante? Eu cá não sei porque não adivinho, nem sequer prevejo o futuro em búzios, mas bom não será certamente!

E não façam já essa cara porque sabem muito bem que é verdade! Escusam de fazer essa coisa esquisita ao sobrolho que não me assustam!

Parece-me que é infinita a quantidade de smiles que existem. Desde os mais simples e tradicionais, até aos mais badalhocos e arrojados é apenas uma questão de procurar.
Quase que é uma obrigação introduzir smiles nas frases. E qualquer frase, por mais inocente que seja, pode original grandes equívocos porque no fim não estava um :) ou mesmo um atrevido :P acompanhado do seu amigo LOL.

Por exemplo: “Opá não gosto de ti nem um bocadinho.” Esta frase dita assim a seco pode parecer bem séria e até algo ofensiva. Mas quando se acrescentam dois pormenores tudo muda: “Opá não gosto de ti nem um bocadinho! :P LOL”

Ao ver aqueles smiles no final quem recebe, mesmo antes de ter lido a frase, apercebe-se da sua presença e lendo assim a mensagem com uma outra descontracção e um outro estado de espírito.

Muito boa gente está ansiosa pelo dia em que abrir em Portugal o primeiro centro de tratamento para “Smiló-dependentes”. Alguns dos meios mais radicais de tratamento consistem em obrigar todos os envolvidos a escrever apenas em português arcaico; a usar pontuação; a deixar de usar abreviaturas e mesmo a aprender a distinguir entre dois tipos de acentos!

Tem tudo para ter sucesso! :P

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Relações á distância...

Todos nós queremos acreditar que funciona. Que connosco será diferente. Que seremos fortes e que nada nos fará ceder. Mas também todos sabemos que está destinado a não funcionar.

As relações à distância estão condenadas à partida. Uma relação, um casamento, seja o que for, constrói-se à base das pequenas coisas do dia-a-dia. Não dos grandes momentos, mas dos mais insignificantes, daqueles que à primeira vista passam despercebidos.

A mão por cima do ombro naquele momento difícil. Aquele abraço. Aquele beijo de bom-dia ou de despedida. Aquele sorriso especial.

E quando esses momentos não existem, por muito grande que seja o amor, por mais avassaladora que seja a paixão, por mais arrebatador que seja, a relação está condenada.

Obviamente que as variáveis são imensas, e basta mudar uma para todo o cenário mudar também. Daí ser tudo tão difícil de controlar, tudo tão difícil de prever.

Todos nós já sonhámos que tudo aconteça como nos filmes. Eles amam-se profundamente. A distância é enorme. As contrariedades são incontáveis. Mas mesmo assim tudo acaba bem. Porque existe o chamado “Final Feliz”.

Infelizmente na vida real esse final feliz é cada vez mais raro. Vai acontecendo, a espaços.

Mas é aí que nós entramos. Cabe-nos a nós mudar esse destino. Cabe-nos a nós fazer os possíveis e os impossíveis para que tudo acabe como num filme de adolescentes em que tudo acaba bem e todos são felizes para sempre.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vice Campeões do Mundo de Sub-20.....E COM ORGULHO!





Há muito poucos sentimentos com a capacidade de unir todo um povo em torno de algo. E o futebol tem essa capacidade.

Com a Selecção A todos nós vibramos. Mas raramente os portugueses se unem para ver um jogo ou uma competição onde os Sub-21, Sub-20 ou afins estejam envolvidos. E isso aconteceu recentemente com o Mundial de Sub-20. Inicialmente ninguém acreditava em Portugal. Eu incluído, atenção!

Só depois da fase de grupos é que o país acordou para esta competição na tão distante Colômbia. Jogo a jogo Portugal foi surpreendendo, foi lutando, foi mostrando garra e vontade de vencer que levou ao primeiro lugar do seu grupo e depois à eliminação da Argentina e depois da França. De selecção outsider e desconhecida passou a candidata à vitória!

Frente a frente ficaram Brasil e Portugal. Todo um país susteve a respiração esperando uma noite inspirada dos pupilos de Ilídio Vale.

Depois de 120 minutos, muitas voltas e reviravoltas, muitos quilómetros corridos, muitos golos marcados e muito sacrifício o destino revelou-se madrasto e a sorte sorriu ao nosso povo irmão.

Todo um país acordado madrugada adentro abanou a cabeça em sinal de reprovação, sentiu o choque e a tristeza pela derrota. :(

Mas ao mesmo tempo sentiu algo raro nos dias de hoje: orgulho em ser português e orgulho naqueles miúdos da “Geração Coragem”, que em Portugal não têm lugar mas que do estrangeiro deram uma chapada de luva branca a muito boa gente.

Mostraram que têm muito valor e que apenas precisam que apostem e acreditem neles. E nós acreditamos! E é com orgulho que agora dizemos que somos Vice-Campeões do Mundo de Sub-20! Parabéns Portugal! :D

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Até quando se pode desejar um bom ano novo?

Não é por nada, mas existem algumas coisas que a mim me causam uma certa espécie. Não sei se sou o único a quem isto acontece, mas como bloguer activo que sou sinto-me na obrigação de partilhar isto com todos vocês. Todos os anos no início do ano é comum desejarmos uns aos outros um "Bom Ano Novo". Ora até aqui nada de especial. Mas aquilo que me leva a escrever é o facto de as pessoas não saberem parar de desejar um "Bom Ano Novo". Ainda hoje vi na televisão uma apresentadora desejar um Feliz Ano de 2010 a uma senhora com quem tinha acabado de falar. Eu sei que no fundo apenas queremos demonstrar que nos preocupamos e que desejamos tudo de bom para as outras pessoas, mas não é por isso que vamos andar todo o ano a dizer a mesma coisa, certo?
Não é por dizermos mais vezes que essa pessoa vai ter mais ou menos sorte este ano. Se fosse assim, era ver as ruas cheias de pessoas a desejar um bom ano novo a desconhecidos.

Vou deixar-vos a pensar nisto. Agora isto pode parecer ridículo e sem sentido, mas quem sabe se amanhã assim de repente e sem aviso não vos desejam um Feliz 2010. Talvez aí compreendam o meu ponto de vista e a minha indignação.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

De cuecas no metro??? Será que ouvi bem?

Ora realizou-se no passado fim-de-semana uma iniciativa em Portugal que chamou a atenção de muito boa gente só através do nome. Pois o que aconteceu foi a "No Pants, '10", que como o próprio nome indica pretende que as pessoas fiquem sem calças, ou para os mais esquisitos de roupa interior, no metro.

À partida esta iniciativa tinha tudo para correr mal. Primeiro e mais importante de tudo estava um frio de rachar, que aconselhava não só a ficar em casa, mas a ficar sentado em frente à lareira o dia todo. E devo dizer que foi de uma inteligência fora do comum, realizar uma iniciativa deste género em pleno Inverno. Podia ser realizada no verão, mas não era a mesma coisa, pois assim para além das calças os participantes levam ainda uma pneumonia, não é por acaso que estamos em plenos saldos. Depois esta é uma iniciativa que já acontece há alguns anos no estrangeiro, mas é apenas a segunda edição em Portugal. Pois de entre tantos países que poderiam escolher, vieram logo para este pequeno país aqui na cauda da Europa que tem pouco mais de 10 milhões de habitantes, onde na maioria dos casos a mentalidade ainda é demasiado pequena. Neste caso a iniciativa realizou-se no metro de Alvalade, mas imagino como seria se acontecesse no Alentejo, ou mesmo em Trás os Montes, aí sim seria bonito ouvir os comentários das pessoas que assistiam.

Eu pessoalmente sou favor, mas também sou contra. Primeiro não há nada de mais animador, do que entrar no metro e ver logo um cenário digno de um filme pornográfico classe C. Mas em oposição também não há nada de mais desolador do que ver algo que deveria ficar escondido para toda a vida, e a ser mostrado que não fosse em público. O melhor para mim foi ver as imagens na televisão. Não há nada de mais cómico do que observar a cara das pessoas ao verem alguém tirar assim de repente e sem motivo aparente as calças. O pior é que os câmaras escolheram as pessoas erradas para filmar, dado que pelo menos em três ou quatro casos eu juro que pensei que ficaria cego de tanta celulite que vi. Mas digam lá que não era agradável que fosse assim todos os dias? Eu até acho que esta era uma boa estratégia para angariar clientes para os transportes públicos. Se houvesse a garantia que existiriam mulheres e homens em roupa interior, de certeza que muito boa gente passava a andar de metro, de autocarro ou mesmo de eléctrico.

Mas para além de todos estes motivos para que a iniciativa corresse mal, acabou por ser um sucesso dado que estiveram presentes cerca de 200 pessoas. Pode parecer um número reduzido, mas não é dado que no fim do ano passado em plena Nova Iorque estiveram apenas 300 pessoas, por isso quase que podemos assegurar que a iniciativa se repetirá nos próximos anos. E quem sabe se para o ano não sou eu um dos participantes....

Para os mais curiosos, visitem o site dedicado à iniciativa: www.improveverywhere.com/missions/the-no-pants-subway-ride/

domingo, 10 de janeiro de 2010

O início......(sim porque tudo tem um início)

Pois muito bom-dia.....muito boa tarde ou muito boa noite.......

(Se calhar é melhor começar por dizer olá. Não é por nada mas assim não se exclui ninguém)

Olá!

Ora a esta altura está todo o mundo,(sim porque eu penso em grande), a pensar: porque carga de água é que este pequeno
país aqui à beira-mar a que chamaram Portugal precisa de mais um blogue, ainda por cima cómico? Não faço a mais pequena ideia, mas se souberem a resposta digam, ok? Obrigadíssimo.

Basicamente este é um blogue sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo. Temos uma equipa pequena, somos dois. Podíamos ser mais? Podíamos, mas mais ninguém aceitou.... e depois queixem-se que o desemprego já passou dos 10%. Como isto está mau para fazer promessas, apenas posso dizer que vamos tentar dizer uma piada ou outra de vez em quando, senão daqui a uns meses ainda aparecemos no jornal da TVI, na capa do 24 Horas ou até no jornal O Crime. Estaremos atentos a tudo o que acontece não só em Portugal mas acima de tudo no mundo e já agora também nos Açores e na Madeira.

Se entretanto tiverem algumas sugestões, criticas ou quem sabe donativos podem sempre utilizar o email: oservivoquedizpiadas@gmail.com