domingo, 15 de abril de 2012

Extraterrestres

Extraterrestes, et’s, seres do espaço ou OVNI’s. Cada um chama-lhes o que quiser que eu não levo a mal. Eu não levo a mal, agora eles já não sei. Isso será um problema vosso que eu limpo as mãos desse assunto.

Se há assunto presente em todos os livros, filmes ou jogos de consola de ficção científica são os extraterrestres. Agora o que me chateia é que convencionou-se que os tais seres do espaço têm de ser verdes, com uma inteligência muito superior à nossa e têm de aterrar em grandes cidades por esse mundo fora!

Então e se a cor verde não existir no planeta deles? Ah pois é, nisto ninguém pensou, não é? Só porque nós temos a cor verde eles também têm de ter. E se eles forem vermelhos às bolinhas azuis escuras ou pretos às riscas amarelas e não tiverem antenas e por acaso descobrirem a terra qual vai ser a nossa reacção ao constatar que não são verdes?

“- Ah, pera aí…mas tu não és verde nem tens antenas!
- Pois não, sou vermelho às bolinhas azuis escuras!
- Oh, então não és um extraterrestre! Toda a gente sabe que os extraterrestres são verdes e têm antenas! Isto é prós apanhados não é? Onde é que estão as camaras? Ai, eu quero cumprimentar o senhor Graciano porque aprecio muito o trabalho dele!”

(Sim, porque para mim apanhados que são dignos de serem chamados apanhados são apresentados pelo Nuno Graciano. “Ah mas e se isto acontecesse na China?” Epah lá tinham vocês de vir implicar, não era? Se fosse na China era igual! Vê-se que vocês não conhecem a fama do Graciano! O homem é famoso em todo o mundo!)

Outra coisa que me chateia profundamente é o facto de os extraterrestres serem sempre retratados como seres superiores e muito mais inteligentes que nós, humanos! Então e se eles forem estúpidos que nem uma porta? Oh, não façam essa cara! Então se há humanos inteligentes e outros tão burrinhos que mete dó porque é que os extraterrestres têm de ser todos sobredotados?

Querem provas? Se eles são tão inteligentes porque é que ainda não nos descobriram? Se são sobredotados já nos deveriam ter encontrado há séculos, não é? “Ah, mas eles já sabem que nós existimos, querem é observar-nos de longe!” Nã, nã nã, esse argumento não é válido. É como eu dizer “Ahah eu sabia a resposta, queria era ver se tu sabias!” Ou então o clássico: “Ahah, eu errei de propósito, era para ver se estavas com atenção!”

E porque carga de água é que o primeiro contacto dos extraterrestres com a terra é sempre uma grande cidade do género Paris, Nova Iorque ou Londres? Porque é que eles não aterram na Trafaria, na Ramada ou quem sabe em Fornos de Algodres? Em qualquer destes casos teriam mais espaço para aterrar a nave do que em qualquer das outras cidades acima citadas!

“Ah, mas e se eles já cá estiverem? Misturados no meio de nós, imitando os nossos hábitos?” Olha, que também está bem visto sim senhor. Se a vossa teoria for verdadeira eu tenho três palpites de possíveis extraterrestres. Querem saber quais são?

Lili Caneças, Betty Grafstein e a Duquesa de Alba. Eu até aos 120 anos ainda acreditei que fossem humanas, agora depois disso já só encontro uma explicação: são extraterrestres!

domingo, 11 de março de 2012

Vamos falar sobre o destino?

Vamos falar sobre o destino? Vamos pois. O blogue é meu, logo sou eu que mando. Por isso falamos sobre o destino e acabou-se a conversa! Vááá, não façam essa cara.

O destino encarrega-se de controlar quem entra e sai da nossa vida qual pai tirano controlava a sua filha nos filmes portugueses a preto e branco do Vasco Santana. É igualmente prepotente, tem sempre razão e por mais que lutemos ele acaba sempre por levar a melhor.

Tem de ser ele a escolher quem entra, quanto tempo fica e que tipo de relação temos com essa pessoa. E nem sempre concordamos com a decisão dele….

Há quem mal chegue a entrar. Há quem entre mas venha só fazer uma “visita de médico”. Há quem entre mas não deixe saudades nem boas recordações. Há quem entre para nunca mais sair. E há quem deixe um vazio imenso que possivelmente nunca será preenchido…

Tudo escapa ao nosso controlo e talvez seja melhor assim. Sendo nós humanos e falíveis era apenas uma questão de tempo até nos precipitarmos e tomarmos a decisão errada.

No fundo a vida é como a esplanada de um café no pico de verão. As pessoas entram e saem, cada qual ao seu ritmo. Há quem tenha disponibilidade para apreciar o bom tempo e quem vá apenas para beber a bica e ir à sua vida. Há quem faça questão de estar próximo do balcão e quem não se importe com a distância tendo inclusivamente um relativo prazer em ver o empregado correr de forma desenfreada.

Qual esplanada de café a meio de um inverno rigoroso também nós temos as nossas “épocas baixas”. Cabe-nos lutar contra os invernos e outonos da vida e esperar que o aquecimento global faça a sua parte…

sábado, 3 de março de 2012

Não julgue o livro pela capa

Alturas há em que me sinto transparente. E com esta metáfora não me estou a referir ao meu peso nem a nenhum distúrbio alimentar e muito menos a fantasmas ou a seres do além.

Sou um livro aberto. Tenho poucos segredos, sou como sou e não tenho problema nenhum com isso (sempre disse que “Quem gosta, gosta. Quem não gosta…..Obrigado e Bom-Dia!”).

Mas por vezes sinto que sou demasiado fácil de ler. Fácil de interpretar.

Continuando a metáfora dos livros, diria que sou um livro de bolso na prateleira ao nível dos olhos e ao acesso de qualquer par de mãos. Prateleira essa para onde toda a gente olha. Livros esses que são julgados rapidamente pelo tamanho da sua lombada, pelo número de páginas que possuem, pelas suas cores ou pela ausência delas, pelo autor e sabe deus que mais…

Gostava antes de me ser um atlas antigo e pesado ou uma qualquer enciclopédia sobre factos avulsos, estando assim numa das prateleiras superiores. Não ao alcance de tudo e todos, apenas de um pequeno grupo. Grupo esse que daria o valor à obra que teria em mãos. O risco de ser julgado erradamente continuaria a existir, mas a altura da prateleira faz diminuir essas probabilidades.

Mas os livros foram feitos para serem mexidos e remexidos. Lidos e relidos. E entre tantos leitores, alguns há que não têm os devidos cuidados. E entre tantas leituras, por vezes algumas páginas acabam rasgadas, outras totalmente arrancadas sem dó nem piedade. Não respeitando a história, as memórias e os sentimentos de quem por lá passou antes.

É o que nos acontece ao longo da vida. Somos constantemente julgados pela capa, pelo tamanho da lombada ou pelas cores ou ausência delas e poucas vezes sobre o real conteúdo do livro.

Mas sempre foi e sempre será assim. Cabe-nos ser um bibliotecário e gerir as páginas danificadas, deixando sempre páginas em branco para que o futuro possa ser escrito.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A saga dos dentes de leite....


Esta semana um dos meus primos chocou de frente com uma certa fase do nosso crescimento. O cair dos dentes de leite.

E digo que ele chocou de frente porque caíram-lhe logo dois dentes de uma vez. E logo os dois dentes de cima à frente! (A isto chama-se piada a longo prazo, aprendam que eu não duro sempre!)

A esta distância parece algo insignificante, mas quando passamos por aquela fase aquilo é o equivalente à Guerra do Vietname!

Mas este choque frontal do meu primo fez-me lembrar um dos episódios mais traumáticos da minha infância. Estava nessa idade maravilhosa que são os 8 anos quando os dentes de leite resolveram que já tinham visto o suficiente e que o seu trabalho estava feito e podiam ir á vidinha deles.

Mas houve um dente que pensou em ficar, mesmo já tendo o vizinho do rés-do-chão a entrar-lhe pelo chão da sala adentro! E foi aqui que entrou o meu avô. Segundo ele tínhamos de tratar daquilo “o mais depressa possível”.

A mim cheirou-me que aquilo era capaz de doer. E eu tudo o que tem o potencial de aleijar evito. É uma mania minha.

Ideia brilhante do meu avô à qual eu não tive maneira de fugir: prender uma ponta de um cordel ao teimoso do dente e a outra ponta à maçaneta da porta do quarto.

E o fim da história já vocês estão a ver. Se o dente saiu? Ai não que não saiu, que remédio teve ele! O safanão da porta foi tão grande que acho que a própria gengiva pensou em aproveitar a boleia. Felizmente é muito indecisa e à última da hora decidiu ficar.

Só sei que o dente saiu e que eu ainda hoje tenho aqui uma dor. No orgulho. Porque chorei que nem uma menina que está a fazer birra no hipermercado porque quer uma boneca.

Felizmente o vizinho do rés-do-chão não desistiu de comprar o espaço. Senão tinha-me metido em sarilhos! Tinha ficado a perder dinheiro e o meu avô bem me podia ouvir!

Felizmente hoje em dia as crianças não são sujeitas a estes métodos. Mas se eu hoje sou um homenzinho em parte foi devido aquele safanão. Pelo menos gosto de pensar que sim, sejam bonzinhos e concordem comigo ó faz-favor!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Eu mesmo. Tão simples quanto isso....

Sinto-me incompleto. Sinto que me falta algo. E não, não falo de amor.

Sinto-me como um bocado de céu de um puzzle de 10000 peças de uma banal paisagem do pôr-do-sol de um qualquer destino turístico dos trópicos. Sinto-me banal, sem nada que me distinga, sem nada que me faça brilhar.

Não tenho um penteado extravagante. Não uso piercings. Não tenho brincos. Não tenho tatuagens. Não fumo. Sinto-me sozinho no meio da multidão. Perdido e anónimo, igual a tantos outros que procuram, tal como eu, o seu lugar ao sol.

Sempre fui apenas eu próprio e não sei ser de outra forma. Não sei ser mais ninguém. Pró bem e pró mal é assim que sou. Há quem goste e imagino que muitos não gostem.

Sou teimoso. Sou chato. Sou falador. Sou de riso fácil. Detesto estar muito tempo calado, mas também aprecio alguns momentos de silêncio aqui e acolá.

Sou de paixões intensas. Quem me tira os meus hobbies e o meu ipod tira-me tudo. Gosto de pensar que por vezes tenho piada.


Sou como tantos outros, mas acima de tudo sou eu mesmo.

Mas pensando bem é isso mesmo que me distingue. É isso que me faz ser diferente da restante multidão. É isso que me faz brilhar. Porque por muito grande que seja a multidão não há duas pessoas completamente iguais.

Se gostam são bem-vindos. Dos restantes não quero saber. :)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Badameco

Há expressões que me fascinam e me deixam intrigado sobre qual a sua origem. E badameco é claramente uma delas.

Gosto de pensar que badameco é uma junção de duas palavras. Da palavra “balado” restou “bada” e da palavra “meco”….bem, da palavra meco aproveitou-se tudo!

Quero acreditar que quem inventou esta expressão foi dar um belo passeio ao meco sem saber que é uma zona aconselhada para pessoas com muito calor. Tanto calor que não aguentam as roupas no corpo. Conhecem essa sensação?

Pois, eu também não. Daí não conhecer o meco. Mas já ouvi histórias e já li em….sítios, mas isso agora não interessa nada, não sejam coscuvilheiros!

Iriam apenas de passagem mas resolveram parar e ir “molhar os pés” (expressão igualmente típica e merecedora de análise cuidada um dia destes) quando foram surpreendidos por pessoas demasiados arejadas.

Não querendo ficar mal e destoar dos restantes acabaram por alinhar e dispensar também eles as roupas. No meio da azáfama e sentindo-se incomodados com tamanha exposição corporal, acabaram por dar um nome a estes corajosos que ousaram expor-se daquela forma inspirando-se pra isso nos homens…e mais não digo, tirem vocês as conclusões que quiserem!

E não me digam que esta história não é plausível. É tão plausível como qualquer outra explicação olha agora! Estando nós em Portugal acredito muito bem que isto pudesse ter acontecido, neste país acontecem coisas únicas e inexplicáveis!

Escrever sobre amor....

Tenho pra mim que quem escreve sobre amor está infeliz. Sim, isso mesmo. Quem escreve sobre amor está claramente triste e sozinho. Se estiver acompanhado é porque o que vive não é verdadeiro.

Quem está apaixonado e verdadeiramente feliz está ocupado a ser feliz e a amar e não a escrever sobre isso.

“Mas e quem escreve sobre o amor de uma perspectiva positiva e alegre?” Boa pergunta, é sinal que estão atentos e são perspicazes! Quando alguém escreve sobre a temática “amor” de uma perspectiva positiva e alegre é porque estará a recordar bons momentos passados outrora. Tão simples quanto isto.

E dito isto pensem bem na carreira de alguns autores da nossa praça (adoro esta expressão, é como se estes mesmos autores fossem todos nossos vizinhos e todos nós partilhássemos uma grande e central praça da qual nos julgamos donos e senhores).
É incrível como carreiras inteiras, anos e anos a fio de trabalho árduo podem ir por água abaixo com apenas um simples e pequeno texto, não é?

Ou então isto é apenas um ponto de vista e uma opinião. Presunçosa e convencida, contudo uma opinião.

Só uma última coisa antes de me ir de vez…sou o único que ao dizer “o amor” sou imediatamente remetido pelo meu cérebro para o acto sexual em si? Ah ok, ainda bem que o meu cérebro não é o único a ser tarado, do mal o menos então.

(Com tudo isto acabei por escrever sobre o amor. Repararam? Pronto, era só para confirmar, escusavam de ser mal educados!)